Em outubro de 2017, o grande incêndio da Serra da Estrela varreu a encosta das Boiças. Os castanheiros arderam, os muros caíram, o solo ficou nu. Mas o ribeiro continuou a correr — e semanas depois, da terra queimada, despontavam as primeiras urzes.
O Cristal d'Alva nasceu dessa lição: a terra que arde não morre, transforma-se. Em 9,9 hectares de encosta plantamos um sistema agroflorestal sintrópico com 63 espécies — uma floresta que alimenta, que segura o solo e que devolve água à serra.
Em setembro de 2025, o fogo voltou a passar perto. Dessa urgência nasceu o NemeTon — um sistema autónomo de gestão florestal, desenvolvido aqui, para que a próxima chama não encontre combustível.